quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Resumo da História da cidade de São Carlos...

A região onde hoje se localiza a cidade de São Carlos fez parte da rota dos tropeiros com destino às minas de Cuiabá em fins do século XVIII, denominada na época de "Picadão de Cuiabá". Na segunda metade do século XIX essa rota, foi muito utilizada quando o Picadão serviu de caminho para o envio de tropas e suprimentos para a Guerra do Paraguai.
Assim, como a maioria das cidades dessa época, São Carlos surgiu da doação de sesmarias e do pequeno comércio para os viajantes que passavam por aqui - armazéns para a venda de suprimentos e pousadas para descanso.
São Carlos nasce de três grandes sesmarias: a sesmaria do Pinhal, do Monjolinho e do Quilombo. A sesmaria do Pinhal é a mais antiga, datada de 1781, sendo demarcada em 1831; a do Monjolinho teve origem irregular, sendo regularizada por carta de doação em 1810. A sesmaria do Quilombo, também de posse irregular, foi regularizada em 1812, localizada no atual distrito de Santa Eudoxia.
São Carlos era ligada, administrativamente, à cidade de São Bento de Araraquara, atual cidade de Araraquara e em 1857 foi promovida a distrito de paz de São Carlos do Pinhal. No ano de 1865, em virtude do rápido crescimento do distrito, a Assembléia Provincial resolveu elevá-lo à categoria de vila e em 1880 é elevada à categoria de cidade.
Com o impulso dado pelo café, São Carlos cresceu rapidamente (a partir da segunda metade do século XIX, atingindo o ápice no início do século atual), tornando-se um centro econômico e cultural da época. No auge da produção cafeeira brasileira, São Carlos chegou a ser o 3o maior produtor de café do país.
A chegada da ferrovia em 1884 e, posteriormente, a vinda dos imigrantes para o trabalho nos cafezais foram os principais fatores responsáveis pelo rápido crescimento urbano de São Carlos.
Assim, a ferrovia do complexo cafeeiro, desempenhou importante papel na História da cidade: impulsionou a urbanização, possibilitou a viabilização e a ampliação da acumulação capitalista da região.
Os proprietários das ricas fazendas de café passam a morar na zona urbana, pois já não existe a necessidade de permanência direta em suas propriedades; a ferrovia torna menor a distância entre a cidade e as grandes fazendas, pois seus trilhos passam por elas. Além do que, a cidade torna-se mais atraente e confortável com as novidades dos grandes centros trazidas pela ferrovia.
A riqueza do café permitiu a construção de prédios de grande refinamento arquitetônico, projetados por mestres, em sua maioria, italianos e com materiais de construção importados da Europa, facilitada pelo transporte ferroviário.
Os melhoramentos urbanos foram sendo efetivados: em 1889 chega o telefone, com a constituição da " Companhia Telephonica S.Carlense" em 1894; em 1892 a iluminação elétrica, sendo São Carlos a primeira cidade no Brasil a ter energia produzida pelo sistema hidroelétrico; 1895 é inaugurado o Jardim Público do Pátio da Matriz; em 1899 o serviço de abastecimento de água potável; em 1900 início das obras de construção da rede de esgoto domiciliar, concluído em 1903; e em 1914 chegam à São Carlos os bondes elétricos.

Características físicas da cidade de São Carlos...

A cidade de São Carlos, outrora, chamada de São Carlos do Pinhal, dada a quantidade de pinheiro do Paraná (Araucaria), dista 244 km de São Paulo, a 830 metros de altitude em relação ao nível do mar. Está situada no Centro do Estado de São Paulo (22º 02’’ latitude S e 47º 52’’ longitude W).

Seus limites são: ao Norte, Rincão, Luiz Antônio e Santa Lúcia; ao Sul, Ribeirão Bonito, Brotas e Itirapina; a Oeste, Ibaté, Araraquara e Américo Brasiliense, e a Leste, Descalvado e Analândia.

A população, de acordo com o último censo realizado pelo IBGE, é de 175.295 habitantes, destes, 87.233 homens e 88.062 mulheres.

A renda per capita, é uma das maiores do país, segundo o Instituto de Economia Maurílio Biagi (Ribeirão Preto), sendo estimada em R$ 7 mil anuais.

A economia de São Carlos é diversa: há industrias de cerâmicas, de aparelhos computadorizados, metalúrgicas, têxtil, de motores. No setor agrícola, destacam-se o leite, a cana-de-açúcar e a laranja.

Na cidade, estão instaladas duas Universidades de projeção internacional: a USP, com um campus, a Escola de Engenharia de São Carlos, um centro de extensão universitária, o Centro de Divulgação Científica e Cultura ( CDCC) e um centro de pesquisa localizado às margens da Represa do Lobo (Itirapina), o Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (CRHEA); e a UFSCar, com um campus em São Carlos.

São Carlos está inserida na Bacia Hidrográfica do Rio Monjolinho, e este por sua vez situa-se na Bacia Hidrográfica do Rio Tietê, inserida na Bacia Hidrográfica do Paraná, que por sua vez, está inserido na Bacia Hidrográfica do Rio da Prata.

A cidade é cortada pelos rio Monjolinho, Gregório e Santa Maria do Leme, e pelos córregos, Tijuco Preto, Simeão, Água Quente e Água Fria.

São Carlos está localizada em uma área com relevo de Cuestas, caraterizado por terrenos sedimentares com derrames basálticos. Este relevo está caracterizado por uma região chamada de "front", onde o relevo é muito íngreme, e o reverso, onde o terreno é mais plano e inclinado.

O clima da região é o Tropical de Altitude, com verões chuvosos e invernos secos, caracterizando seis meses quentes e úmidos e seis meses frios e secos. As temperaturas são: máxima em torno de 26,9º e mínima, 16,2º C. As variações médias entre os períodos da manhã e da noite são de 5º C. A precipitação pluviométrica está em torno de 1.500 mm anuais.

A vegetação predominante é o Cerrado com ocorrência de Matas de morros e matas galerias no rios.

A fauna da região é composta de animais de porte variado, ocorrendo no cerrado: tamanduás ( bandeira e mirim), tatus, emas, seriemas, cascavéis, lobos-guarás, jibóias, cervos, carcarás, falcões, tucanos, muitos se encontram em vias de extinção.

Na mata há ocorrência de sucuris, micos, jararacas, antas, e muito mais.

A flora é muito variada: araucárias, bromélias, ipês, palmiteiros, angicos, barbatimão, etc.

Atualmente, os cerrados são devastados para ocupação de pastagens e também para extração de areia e alumínio.

Ocorre, ainda, bosques de pinheiros e eucaliptos, que foram introduzidos com finalidade de reflorestamento, produção de lenha, papel, carvão, extração de óleos essenciais e mesmo ornamentação.